sábado, 22 de setembro de 2012

CINCO DEGRAUS PARA ALCANÇAR A SABEDORIA


GABARITO DA PROVA DE BIOLOGIA - TERCEIRO ANO D-E (ALDA)

 v GABARITO – PROVA BIOLOGIA TERCEIROS ANOS D-E (ALDA)

1) A 1ª lei de Mendel considera que:
a) os gametas são produzidos por um processo de divisão chamado meiose.
b) na mitose, os pares de fatores segregam-se independentemente.
c) os gametas são puros, ou seja, apresentam apenas um componente de cada par de fatores considerado. X
d) o gene recessivo se manifesta unicamente em homozigose.
e) a determinação do sexo se dá no momento da fecundação.

2) (UFSCAR) Que é fenótipo?
a) É o conjunto de características decorrentes da ação do ambiente.
b) Influi no genótipo, transmitindo a este as suas características.
c) É o conjunto de características decorrentes da ação do genótipo. X
d) É o conjunto de características de um indivíduo.
e) É o conjunto de caracteres exteriores de um indivíduo.

3) (UFPA-PA) Os grupos sanguíneos ABO representam um exemplo de:
a) herança poligênica
b) polimeria

c) pseudo-alelismo

d) interação gênica

e) alelos múltiplos X

4) (F.C.Chagas-BA) O pai de uma criança do grupo sanguíneo  A  e Rh+, cuja mãe é B e Rh-, poderia ser:
X a) AB e Rh+
b) AB e Rh-

c) B e Rh+

d) A e Rh-

e) O e Rh+


5) (FEI-SP) Para que ocorra a  possibilidade  da  eritroblastose fetal (doença hemolítica do recém-nascido) é preciso que o  pai, a mãe e o filho tenham respectivamente, os tipos sanguíneos: 
X a) Rh+, Rh-, Rh+

b) Rh+, Rh-, Rh-

c) Rh+, Rh+, Rh+

d) Rh+, Rh+, Rh-

e) Rh-, Rh+, Rh+


6) (Fuvest-SP) Quando os cônjuges têm sangue do tipo AB, os tipos possíveis de sangue dos filhos são apenas:
a) A e AB.
b) A e B.
c) A, B e AB.
d) A, AB e O.
e) A, B e O.

7) Identifique entre as características mencionadas abaixo aquela que não é hereditária.
a) cor dos cabelos.
b) conformação dos olhos, nariz e boca.
c) cor dos olhos.
d) deformidade física acidental. X
e) hemofilia.

8) Quando o heterozigoto apresenta um fenótipo intermediário entre os dois homozigotos, dizemos que houve:
a) mutação reversa
b) não-dominância ou co-dominância X
c) recessividade
d) dominância
e) polialelia

9)  (FATEC-SP)  Pares de genes, com segregação independente, podem agir, conjuntamente, na determinação de uma mesma característica fenotípica.  Este fenômeno é conhecido como:
a) interação gênica.
b) epistasia
c) herança quantitativa
d) poligenia
e) dominância completa.

10) (UFPA-PA) Os grupos sanguíneos ABO representam um exemplo de:
a) herança poligênica
b) polimeria
c) pseudo-alelismo
d) interação gênica
e) alelos múltiplos X

11) (FUND. LUSÍADAS-SP) Todos os filhos de um casal são mulatos médios.  Provavelmente esse casal é constituído por:
a) dois mulatos médios.
b) um mulato médio e um negro puro.
c) um mulato médio e um branco puro
d) um negro puro e um branco puro. X
e) um mulato claro e um escuro.

12) (FUVEST-SP) Um gene recessivo localizado no cromossomo X é transmitido pelas mulheres heterozigotas a:
a) metade de suas crianças. X
b) apenas suas crianças de sexo masculino.
c) apenas suas crianças de sexo feminino.
d) 1/4 de suas crianças.
e) todas as suas crianças.

13) (PUC-SP) Um casal normal para a visão das cores e para a coagulação tem uma filha normal e um filho daltônico e hemofílico.Sendo os dois caracteres recessivos e ligados ao sexo, pode-se afirmar corretamente que:
a) tanto o pai quanto a mãe são portadores dos dois genes recessivos.
b) apenas o pai é portador dos dois genes recessivos.
c) apenas a mãe é portadora dos dois genes recessivos. X
d) o pai é portador do gene para daltonismo e a mãe é portadora do gen para hemofilia.
e) o pai é portador do gene para hemofilia e a mãe é portadora do gen para daltonismo.

14) Podemos dizer que o fenótipo de um indivíduo é dado por suas características:
a) unicamente morfológicas.
b) morfológicas e fisiológicas apenas.
c) estruturais, funcionais e comportamentais. X
d) herdáveis e não herdáveis.
e) hereditárias

15) (UFPA) A calvície é determinada por um gene autossômico cuja dominância é influenciada pelo sexo, comportando-se como dominante no homem e como recessivo na mulher. Simbolizando-se o gene que causa a calvície por C e o seu alelo selvagem por c, indique o genótipo dos indivíduos ( 1 ), (2), (4) e (5) da genealogia abaixo, na qual estes genes estão segregados.

 
 X a) Cc, CC, CC, Cc
b) Cc, cc, cc, Cc
c) CC, cc, cc, Cc
d) CC, Cc, Cc, Cc
e) Cc, CC, CC, cc

16) (PUC-RS) Num casamento em que o homem é de visão normal para as cores e sua esposa é também normal, porém filha de um homem daltônico, os filhos poderão ser: (0,2)
a) todas as filhas normais e os filhos daltônicos.
b) todos os filhos normais e as filhas daltônicas.
c) filhas normais, filhas portadoras, filhos normais e filhos daltônicos. X
d) filhas portadoras e filhos normais, apenas.
e) filhos portadores e filhas daltônicas.


17) (U.F.SE-SE) A proporção fenotípica encontrada na descendência do  cruzamento entre indivíduos heterozigotos  para dois caracteres com dominância completa é:
a) 3:1
b) 1:2:1
c) 9:4:3
d) 9:7
X e) 9:3:3:1

18) (UNIMEP-SP) Sabe-se que, de uma maneira geral, cada par de genes alelos determina uma única característica, porém há casos onde um mesmo par de genes, sob determinadas condições ambientais, determina dois ou mais caracteres.  Este fenômeno é conhecido como:
a) epistasia.
b) genes aditivos.
c) interação gênica.
d) pleiotropia. X
e) genes quantitativos.

19) A cor da íris é resultado de uma interação entre vários genes, em um processo que ainda está sendo decifrado. Em alguns casos raros, uma pessoa pode ter olhos de cores diferentes:
a) poligenia.
b) heterocromia. X
c) epistasia.
d) pleiotropia.
e) n.d.a.
20) Puc-SP) "Casais de pigmentação da pele normal, que apresentam genótipo __(I)__ podem ter filhos albinos. O gene para o albinismo é __(II)__ e não se manifesta nos indivíduos __(III)__. São albinos apenas os indivíduos de genótipo __(IV)__." No trecho acima, as lacunas I, II, III e IV devem ser preenchidas correta e, respectivamente, por:
a) AA, dominante, homozigoto e aa.
b) AA, recessivo, homozigoto e Aa.
c) Aa, dominante, heterozigotos e aa.
d) Aa, recessivo, heterozigotos e aa. X
e) aa, dominante, heterozigotos e AA. 

GABARITO DA PROVA DE MATEMÁTICA FINANCEIRA - PRIMEIROS ANOS L-J (ALDA)

Para calcularmos o juro utilizaremos a fórmula de juros simples: J=C. i. t
Substituindo o valor dos termos temos:
J= 35000,00 X 0,1236 X 1
J= 4326,00

Substituindo o valor dos termos temos:
J= 37200,00 X 0,152 X 3
Logo:
J= 16963,20

Para começar, devemos calcular o valor do juro total subtraindo-se do montante (R$  2.450,00), o valor do capital (R$  2.000,00):

Esteja atento que neste caso a taxa de juros e o período não estão na mesma unidade de tempo. Quando isto acontece, devemos converter uma das unidades.
Identificando-se as variáveis disponíveis, temos:
C=2000,00
J=450,00 (porque M-C)
T= 1 mês = 30 dias

Para calcularmos a taxa de juros utilizaremos a fórmulade juros simples:
i= 0,75% a.d.

4) Conforme estudado no tópico juros simples, vimos que o valor dos juros apurado a cada período não é acrescentado ao valor principal, por isto, na prática tal modalidade de juros não é utilizada pelas instituições financeiras.
Vejamos a seguinte situação: Alguém toma R$ 100.000,00 emprestados, a uma taxa de juros de 1% a.m., qual é o valor total que deverá ser pago após 100 meses?
Os dados para o cálculo dos juros são:
C=100000
I=1% a.m. = 1/100 a.m. = 0,01 a.m.
T= 100 meses

Utilizando a fórmula na modalidade de juro composto e substituindo as variáveis, temos:
M= 270481,38

Veja que neste caso a taxa de juros e o período não estão na mesma unidade de tempo. Neste caso, devemos converter uma das unidades.
Identificando-se os termos disponíveis, temos:
Para calcularmos o juro utilizaremos a fórmula de juros simples:
E substituindo o valor dos termos temos:
J= 216,00
O montante é obtido somando-se ao valor do capital, o valor total dos juros. Tal como na fórmula: M= C+j
Ao substituirmos o valor dos termos temos:
M=1500,00 + 216,00
M= 1716,00

Para calcularmos o capital vamos utilizar a fórmula de juros simples, temos:
C=57142,86.

Esteja atento que neste caso a taxa de juros e o período não estão na mesma unidade de tempo.
Para calcularmos o juro utilizaremos a fórmula de juros simples
J= 1794,00
O montante é obtido somando-se ao valor do capital, o valor total dos juros. Tal como na fórmula: M= C+j

Ao substituirmos o valor das variáveis temos:
M= 4294,00.

8) Escreva V para a afirmação verdadeira e F, para a falsa:
a) (  V  ) Quando aplicamos juros compostos,  chamamos de capitalização o momento em que os juros são incorporados ao principal.
b) (   V  ) O Capital é o valor aplicado através de alguma operação financeira.
c) (   V  )   A taxa de juros indica qual remuneração será paga ao dinheiro emprestado, para um determinado período. 
d) (  F  )   Outra forma de apresentação da taxa de juros é a unitária, que é igual a taxa percentual multiplicada por 100, sem o símbolo %.

9)  Um jogador de futebol, ao longo de um campeonato, cobrou 75 faltas, transformando em gols 8% dessas faltas. Quantos gols de falta esse jogador fez? RESPOSTA : A
8% DE 75 = 8/100 x 75 = 600/100 = 6.
10) É frequente o uso de expressões que refletem acréscimos ou reduções em preços, números ou quantidades, sempre tomando por base 100 unidades. Complete as lacunas dos exemplos a seguir, tornando verdadeiras as afirmativas:
a) A gasolina teve um aumento de 15%. Significa que em cada R$100,00 houve um acréscimo de R$15,00.
b) O cliente recebeu um desconto de 10% em todas as mercadorias. Significa que em cada R$100,00 foi dado um desconto de R$10,00.
c) Dos jogadores que jogam no Grêmio, 90% são craques. Significa que em cada 100 jogadores que jogam no Grêmio, 90 são craques.
    

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O que é permutação ou crossing-over? (3º ANOS D-E)


Variabilidade: Entendendo o crossing-over

A principal conseqüência da meiose, sem dúvida, é o surgimento da diversidade entre os indivíduos que são produzidos na reprodução sexuada da espécie.
A relação existente entre meiose e variabilidade é baseada principalmente na ocorrência de crossing-over.
 
O crossing é um fenômeno que envolve cromátides homólogas. Consiste na quebra dessas cromátides em certos pontos, seguida de uma troca de pedaços correspondentes entre elas.
As trocas provocam o surgimento de novas seqüências de genes ao longo dos cromossomos. Assim, se em um cromossomo existem vários genes combinados segundo uma certa seqüência, após a ocorrência do crossing a combinação pode não ser mais a mesma. Então, quando se pensa no crossing, é comum analisar o que aconteceria, por exemplo, quanto à combinação entre os genes alelos A e a e Bb no par de homólogos ilustrados na figura.
Nessa combinação o gene A e B encontram-se em um mesmo cromossomo, enquanto ab estão no cromossomo homólogo. Se a distância de A e B for considerável, é grande a chance de ocorrer uma permuta. E, se tal acontecer, uma nova combinação gênica poderá surgir.
As combinações Ab e aB são novas. São recombinações gênicas que contribuem para a geração de maior variabilidade nas células resultantes da meiose. Se pensarmos na existência de três genes ligados em um mesmo cromossomo (A, b e C, por exemplo), as possibilidades de ocorrência de crossings dependerão da distância em que os genes se encontram – caso estejam distantes, a variabilidade produzida será bem maior.
Outro processo que conduz ao surgimento de variabilidade na meiose é a segregação independente dos cromossomos. Imaginando-se que uma célula com dois pares de cromossomos homólogos (A e a, B e b), se divida por meiose, as quatro células resultantes ao final da divisão poderão ter a seguinte constituição cromossômica: (a e b), (a e B), (A e b) e (A e B).
A variabilidade genética existente entre os organismos das diferentes espécies é muito importante para a ocorrência da evolução biológica. Sobre essa variabilidade é que atua a seleção natural, favorecendo a sobrevivência de indivíduos dotados de características genéticas adaptadas ao meio. Quanto maior a variabilidade gerada na meiose, por meio de recombinação gênica permitida pelo crossing-over, maiores as chances para a ação seletiva do meio.

Na meiose a variação da quantidade de DNA pode ser representada como no gráfico ao lado, partindo-se, por exemplo, de uma célula que tenha uma quantidade 2C de DNA em G1


O que é Linkage? ( 3º ANOS D-E)


A 2ª Lei de Mendel é sempre obedecida?

A descoberta de que os genes estão situados nos cromossomos gerou um impasse no entendimento da 2º Lei de Mendel. Como vimos, segundo essa lei, dois ou mais genes não-alelos segregam-se independentemente, desde que estejam localizados em cromossomos diferentes. Surge, no entanto, um problema. Mendel afirmava que os genes relacionados a duas ou mais características sempre apresentavam segregação independente. Se essa premissa fosse verdadeira, então haveria um cromossomo para cada gene. Se considerarmos que existe uma infinidade de genes, haveria, então, uma quantidade assombrosa de cromossomos, dentro de uma célula, o que não é verdade. Logo, como existem relativamente poucos cromossomos no núcleo das células e inúmeros genes, é intuitivo concluir que, em cada cromossomo, existe uma infinidade de genes, responsáveis pelas inúmeras características típicas de cada espécie. Dizemos que esses genes presentes em um mesmo cromossomo estão ligados ou em linkage e caminham juntos para a formação dos gametas.

Assim a 2ª lei de Mendel nem sempre é obedecida, bastando para isso que os genes estejam localizados no mesmo cromossomo, ou seja, estejam em linkage.


Linkage

Genes unidos no mesmo cromossomo

 
T. H. Morgan e seus colaboradores trabalharam com a mosca da fruta, Drosophila melanogaster, e realizaram cruzamentos em que estudaram dois ou mais pares de genes, verificando que, realmente, nem sempre a 2ª Lei de Mendel era obedecida. Concluíram que esses genes não estavam em cromossomos diferente, mas, sim, encontravam-se no mesmo cromossomo (em linkage).


Um dos cruzamentos efetuados por Morgan
Em um dos seus experimentos, Morgan cruzou moscas selvagens de corpo cinza e asas longas com mutantes de corpo preto e asas curtas (chamadas de asas vestigiais). Todos os descendentes de F1apresentavam corpo cinza e asas longas, atestando que o gene que condiciona corpo cinza (P) domina o que determina corpo preto (p), assim como o gene para asas longas (V) é dominante sobre o (v) que condiciona surgimento de asas vestigiais.
A seguir Morgan cruzou descendentes de F1 com duplo-recessivos (ou seja, realizou cruzamentos testes). Para Morgan, os resultados dos cruzamentos-teste revelariam se os genes estavam localizados em cromossomos diferentes (segregação-independente) ou em um mesmo cromossomo (linkage).
Surpreendentemente, porém, nenhum dos resultados esperados foi obtido. A separação e a contagem dos decendentes de F2 revelou o seguinte resultado:
  • 41,5% de moscas com o corpo cinza e asas longas;
  • 41,5% de moscas com o corpo preto e asas vestigiais;
  • 8,5% de moscas com o corpo preto e asas longas;
  • 8,5% de moscas com o corpo cinza e asas vestigiais.
Ao analisar esse resultado, Morgan convenceu-se de que os genes P e V localizavam-se no mesmo cromossomo. Se estivessem localizados em cromossomos diferentes, a proporção esperada seria outra (1: 1: 1: 1). No entanto, restava a dúvida: como explicar a ocorrência dos fenótipos corpo cinza/asas vestigiais e corpo preto/asas longas?
A resposta não foi difícil de ser obtida. Por essa época já estava razoavelmente esclarecido o processo da meiose. Em 1909, o citologista F. A. Janssens (1863-1964) descreveu o fenômeno cromossômico conhecido como permutação ou crossing over, que ocorre durante a prófase I da meiose e consiste na troca de fragmentos entre cromossomos homólogos.
 
Em 1911, Morgan usou essa observação para concluir que os fenótipos corpo cinza/asas vestigiais e corpo preto/asas longas eram recombinantes e devido a ocorrência de crossing-over.


3º ANOS D-E (ESTUDAR)


Hemofilia
É um distúrbio da coagulação sangüínea, em que falta o fator VIII, uma das proteínas envolvidas no processo, encontrado no plasma das pessoas normais. As pessoas hemofílicas têm uma tendência a apresentarem hemorragias graves depois de traumatismos banais, como um pequeno ferimento ou uma extração dentária. O tratamento da hemofilia consiste na administração do fator VIII purificado ou de derivados de sangue em que ele pode ser encontrado (transfusões de sangue ou de plasma). Pelo uso frequente de sangue e de derivados, os pacientes hemofílicos apresentam uma elevada incidência de AIDS e de hepatite tipo B, doenças transmitidas através dessas vias.



A hemofilia atinge cerca de 300.000 pessoas. É condicionada por um gene recessivo, representado por h, localizado no cromossomo X. É pouco freqüente o nascimento de mulheres hemofílicas, já que a mulher, para apresentar a doença , deve ser descendente de um hímen doente (XhY) e de uma mulher portadora (XHXh) ou hemofílica (XhXh). Como esse tipo de cruzamento é extremamente raro, acredita-se que praticamente inexistiriam mulheres hemofílicas. No entanto, já foram relatados casos de hemofílicas, contrariando assim a noção popular de que essas mulheres morreriam por hemorragia após a primeira menstruação (a interrupção do fluxo menstrual deve-se à contração dos vasos sanguíneos do endométrio, e não a coagulação do sangue).

Herança holândrica, ligada ao cromossomo Y ou herança restrita ao sexo
O cromossomo Y possui alguns genes que lhe são exclusivos, na porção encurvada que não é homóloga ao X. Esses genes, também conhecidos como genes holândricos, caracterizam a chamada herança restrita ao sexo.
Não há duvidas de que a masculinização está ligada ao cromossomo Y. Um gene que tem um papel importante nesse fato é o TDF ( iniciais de testis-determining factor), também chamado de SRY(iniciais de sex-determining region of Y chromossome), que codifica o fator determinante de testículos. O gene TDF já foi identificado e está localizado na região não-homóloga do cromossomo Y.
Tradicionalmente, a hipertricose, ou seja, presença de pelos no pavilhão auditivo dos homens, era citada como um exemplo de herança restrita ao sexo. No entanto, a evidência que a hipertricose deve-se a uma herança ligada ao Y está sendo considerada inconclusiva, pois, em algumas famílias estudadas, os pais com hiperticose tiveram filhos homens com e sem pêlos nas bordas das orelhas.
Na herança restrita ao sexo verdadeira: Todo homem afetado é filho de um homem também afetado; todos os seus filhos serão afetados, e as filhas serão normais.

Herança autossômica influenciada pelo sexo

Nessa categoria, incluem-se as características determinadas por genes localizados nos cromossomos autossomos cuja expressão é, de alguma forma, influenciada pelo sexo do portador.
GenótipoNo homemNa mulher
CC
calvo
calva
Cc
calvo
não-calva
cc
não-calvo
não-calva
 
Nesse grupo, há diversas modalidades de herança, das quais ressaltaremos a mais conhecida, a dominância influenciada pelo sexo, herança em que, dentro do par de genes autossômicos, um deles é dominante nos homens e recessivo nas mulheres, e o inverso ocorre com o seu alelo. Na espécie humana, temos o caso da calvície.

Outras formas de herança autossômica influenciada pelo sexo são a penetrância influenciada pelo sexo e a expressividade influenciada pelo sexo. Na espécie humana, a ocorrência de malformações de vias urinárias apresenta uma penetrância muito maior entre os homens do que entre as mulheres. Elas, portanto, ainda que possuam o genótipo causador da anormalidade, podem não vir a manifestá-la. A expressividade também pode ser influenciada pelo sexo. Um exemplo bem conhecido é o do lábio leporino, falha de fechamento dos lábios. Entre os meninos, a doença assume intensidade maior que nas meninas, nas quais os defeitos geralmente são mais discretos.



Basicamente, há duas evidências que permitem suspeitar de um caso de herança relacionada com o sexo:
1º) Quando o cruzamento de um macho afetado com uma fêmea não afetada gera uma descendência diferente do cruzamento entre um macho não afetado com uma fêmea afetada.
2º) Quando a proporção fenotípica entre os descendentes do sexo masculino forem nitidamente diferentes da proporção nos descendentes do sexo feminino.



TERCEIRO D -E (ESTUDAR)


Herança ligada ao sexo

Habitualmente, classificam-se os casos de herança relacionada com o sexo de acordo com a posição ocupada pelos genes, nos cromossomos sexuais. Para tanto, vamos dividi-los em regiões:
A porção homóloga do cromossomo X possui genes que têm correspondência com os genes daporção homóloga do cromossomo Y. Portanto, há genes alelos entre X e Y, nessas regiões. Os genes da porção heteróloga do cromossomo X não encontram correspondência com os genes da porção heteróloga do cromossomo Y. Logo, não há genes alelos nessas regiões, quando um cromossomo X se emparelha com um cromossomo Y.
Herança ligada ao sexo é aquela determinada por genes localizados na região heteróloga do cromossomo X. Como as mulheres possuem dois cromossomos X, elas têm duas dessas regiões. Já os homens, como possuem apenas um cromossomo X (pois são XY), têm apenas um de cada gene. Um gene recessivo presente no cromossomo X de um homem irá se manifestar, uma vez que não há um alelo dominante que impeça a sua expressão.
Na espécie humana. os principais exemplos de herança ligada ao sexo são:

Daltonismo
Trata-se da incapacidade relativa na distinção de certas cores que, na sua forma clássica, geralmente cria confusão entre o verde e o vermelho.
É um distúrbio causado por um gene recessivo localizado na porção heteróloga do cromossomo X, o gene Xd, enquanto o seu alelo dominante XD determina a visão normal.
A mulher de genótipo XDXd, embora possua um gene para o daltonismo, não manifesta a doença, pois se trata de um gene recessivo. Ela é chamada de portadora do gene para o daltonismo. O homem de genótipo XdY, apesar de ter o gene Xdem dose simples, manifesta a doença pela ausência do alelo dominante capaz de impedir a expressão do gene recessivo.
 
Genótipo
Fenótipo
XDXD
mulher normal
XDXd
mulher normal portadora
XdXd
mulher daltônica
XD Y
homem normal
Xd Y
homem daltônico

O homem XdY não é nem homozigoto ou heterozigoto: é hemizigoto recessivo, pois do par de genes ele só possui um. O homem de genótipo XDY é hemizigoto dominante.


Se você consegue distinguir perfeitamente o número 74 entre as bolinhas da figura acima,
então você não é daltônico.

3º ANO ENSINO MÉDIO - CROMOSSOMOS SEXUAIS

07 - Sistema ABO e RH - Biologia - 3º ANO ENSINO MÉDIO

Ligação Gênica (Linkage) - Parte I - 3º ANO DO ENSINO MÉDIO

04 - Divisão Celular - Biologia - Vestibulando Digital

Biologia: Tudo sobre a Célula (Prof. Toid)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

INTERAÇÃO GENICA - BIOLOGIA 3º D-E

ATRAVÉS DE UMA AULA DIFERENCIADA
 BUSCAMOS AMPLIAR
 OS CONHECIMENTOS DE GENÉTICA.

DNA

04 - Divisão Celular - Biologia - TERCEIRAO

Dancing DNA-SUGESTAO P/ TRABALHO SOBRE DNA

Recombinacion GENETICA (2) 3º ANOS D-E

Recombinacion GENETICA (conceptos basicos 1) GENÉTICA 3º ANOS D-E